
As pesquisas desenvolvidas pelo Observatório da Foz do Rio Amazonas ganharam destaque na 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Ao longo de seis dias de programação, pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresentaram estudos sobre a dinâmica costeira, manguezais, sedimentação, biodiversidade, pesca e mudanças ambientais, reafirmando a relevância da produção científica amazônica para a compreensão e a conservação dos ecossistemas da região.

A atuação do Observatório esteve presente tanto nas atividades de divulgação científica realizadas no estande Ciência da Amazônia, na SBPC Jovem, quanto na sessão de pôsteres, na qual pesquisadores vinculados às suas linhas de pesquisa compartilharam resultados com estudantes, pesquisadores e visitantes de diferentes partes do país. As apresentações evidenciaram a importância do monitoramento ambiental da foz do Rio Amazonas e da costa amazônica para enfrentar desafios ambientais, sociais e climáticos.

No estande Ciência da Amazônia, pesquisadores e representantes de redes de pesquisa e programas da UFPA promoveram atividades interativas voltadas à divulgação científica, à educação ambiental e à cultura oceânica. O público conheceu exemplares biológicos, materiais educativos, publicações científicas e modelos tridimensionais de organismos aquáticos produzidos em biscuit por impressão 3D, além de dialogar diretamente com os pesquisadores sobre a conexão entre os rios amazônicos e o oceano e a importância da conservação dos ecossistemas costeiros.
Pesquisas apresentadas

Além das conferências, mesas-redondas e atividades interativas, a sessão de pôsteres da SBPC reuniu pesquisas de diferentes áreas do conhecimento. A UFPA participou com trabalhos distintos, entre eles diversos estudos relacionados às atividades do Observatório da Foz do Rio Amazonas.
Entre os pôsteres apresentados esteve “Sedimentação e Sequestro de Carbono nos Manguezais Paraenses e o Papel das Resex”, de Andre Helian Silva de Oliveira e Nils Edvin Asp Neto, que aborda o papel dos manguezais na captura de carbono e na conservação ambiental.
Também foram apresentados os estudos “Variação Isotópica e Ecologia Trófica do Pargo (Lutjanus purpureus) ao Longo de Gradientes Ambientais na Plataforma Continental Amazônica”, de Shirley Amélia da Silva Leão, Nils Edvin Asp Neto e colaboradores; “Caracterização e Proveniência Sedimentar na Interseção dos Manguezais, Estuários e Plataforma Continental do Nordeste Paraense: Abordagem Comparativa entre Rio Mocajuba e Urumajó”, de Erivany Ferreira da Costa, Carlos Richene e Nils Edvin Asp Neto; “Potenciais Impactos dos Currais de Pesca na Hidrodinâmica e Sedimentologia em Ambientes Estuarinos da Costa Bragantina (PA)”, de Ítalo José Corrêa da Silva, Francisco Carlos Alberto Fonteles de Holanda e Nils Edvin Asp Neto; e “Progradação Costeira e Desenvolvimento de Manguezais na Costa Amazônica”, de Ellyda Silva, Ariane Maria Marques da Silva e Nils Edvin Asp Neto.
A programação também contou com a apresentação do trabalho “Comunicação Pública da Ciência no Cenário da Infodemia: Análise nas Redes Sociais”, de Maria Ataide Malcher, Raiane Pacheco, ambas da UFPA, e Sofia Lins Saturnino (Unifesp), ampliando o debate sobre os desafios da divulgação científica e da circulação de informações em ambientes digitais.

Ao reunir pesquisas sobre os ambientes costeiros amazônicos, conservação dos manguezais, recursos pesqueiros e comunicação científica, a participação da UFPA na SBPC reforçou o papel do Observatório da Foz do Rio Amazonas como articulador da produção de conhecimento sobre uma das regiões mais estratégicas do país e aproximou a ciência da sociedade por meio do diálogo e da divulgação científica.




Texto: Ana Teresa Brasil – ASCOM Rede Foz do Amazonas
